Fonte: Agencia Estado
Existem ainda outros fatores que motivam as mulheres a buscarem um
filho em uma idade tardia, como por exemplo, um segundo casamento com um homem
que não tem filhos. Entretanto, tudo isto pode ter um preço alto, uma vez que
estimula os casais a buscarem seu filho numa fase de declínio da fertilidade.
Assim, não devemos nos deixar iludir pela aparência física, pois, a realidade é
que podemos nos enganar!
Muitas mulheres acreditam que por continuarem lindas e belas e com a
aparência física de uma mulher de 30 anos sua fertilidade também estará.
Entretanto não é bem assim, se a aparência física pode ser conservada ou
disfarçada, o mesmo não acontece com o aparelho reprodutor feminino. Os ovários
refletem a idade cronológica da mulher. Não importa o quanto jovem ela pareça, os óvulos
envelhecem com o passar dos anos.
Após os 35 anos, na maioria
das vezes, iniciando-se um declínio da fertilidade. Estima-se que uma mulher acima
de 38 anos tenha somente 10% dos óvulos que possuía na época da sua primeira
menstruação. Aos 40 anos poucos óvulos podem se desenvolver já que a qualidade
é bem inferior à encontrada aos 20 anos. Isto pode ser traduzido como
dificuldade na ovulação, fertilização, implantação e desenvolvimento do
embrião, menor chance de gravidez, maior chance de aborto e doenças
cromossômicas.
Uma solução da ciência para se adaptar ao mundo moderno é o congelamento
de óvulos, já que é cada vez mais frequente mulheres entre 30 e 37 anos ainda
não terem engravidado e estarem preocupadas com seu futuro reprodutivo. Só não podemos esquecer que o congelamento de óvulos deve ser realizado
apenas em casos específicos como em mulheres de até 35 anos; com câncer que
deverão ser submetidas à radioterapia e quimioterapia; que serão submetidas a
tratamentos de fertilização assistida que respondem a indução da ovulação com
um grande número de óvulos; ou histórico familiar de menopausa precoce. No
futuro elas poderão engravidar por meio da fertilização in vitro.

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