segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pesquisa lista mitos mais comuns na luta contra o câncer



Fonte: BBC Brasil

Um dos maiores desafios na luta contra o câncer é esclarecer os mitos que cercam a doença, dizem os especialistas. Por exemplo, muitos pensam que a genética tem um papel muito maior na incidência do problema do que realmente tem, e que o estresse e pancadas no corpo são fatores de risco importantes.

Mas o principal mal-entendido, como mostra um estudo apresentado durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica (Esmo, na sigla em inglês), em Viena, na Áustria, é que as pessoas ainda não têm clareza o suficiente sobre a importância do estilo de vida para a prevenção da doença.

No estudo, dirigido pelo médico Derek Power, oncologista clínico dos hospitais universitários de Mercy e Cork, na Irlanda, participaram 748 pessoas da população geral, incluindo 126 profissionais da área da saúde. Os participantes da pesquisa responderam a um questionário para analisar seu conhecimento sobre os riscos do câncer.

De acordo com o cientista, 90% dos participantes do estudo, incluindo os profissionais da saúde, creem que a genética aumenta "fortemente" o risco de câncer. "Mais de um em cada quatro participantes pensava que mais de 50% dos tipos de câncer são genéticos", acrescenta.

A cifra, diz o pesquisador, contrasta com o dado de que apenas entre 5% e 8% dos tipos de câncer são, dependendo de sua localização, de fato causados por um gene herdado. "Mas o mais inacreditável é que as pessoas acreditavam que não se pode modificar o risco de câncer ao longo da vida", diz Power.

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