Fonte: BBC Brasil
Um dos maiores
desafios na luta contra o câncer é esclarecer os mitos que cercam a doença,
dizem os especialistas. Por exemplo, muitos pensam que a genética tem um papel
muito maior na incidência do problema do que realmente tem, e que o estresse e
pancadas no corpo são fatores de risco importantes.
Mas o
principal mal-entendido, como mostra um estudo apresentado durante o congresso
da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica (Esmo, na sigla em inglês), em
Viena, na Áustria, é que as pessoas ainda não têm clareza o suficiente sobre a
importância do estilo de vida para a prevenção da doença.
No estudo, dirigido pelo
médico Derek Power, oncologista clínico dos hospitais universitários de Mercy e
Cork, na Irlanda, participaram 748 pessoas da população geral, incluindo 126
profissionais da área da saúde. Os participantes da pesquisa responderam a um
questionário para analisar seu conhecimento sobre os riscos do câncer.
De acordo com
o cientista, 90% dos participantes do estudo, incluindo os profissionais da
saúde, creem que a genética aumenta "fortemente" o risco de câncer. "Mais
de um em cada quatro participantes pensava que mais de 50% dos tipos de câncer
são genéticos", acrescenta.
A cifra, diz o
pesquisador, contrasta com o dado de que apenas entre 5% e 8% dos tipos de
câncer são, dependendo de sua localização, de fato causados por um gene
herdado. "Mas o mais inacreditável é que as pessoas acreditavam que não se
pode modificar o risco de câncer ao longo da vida", diz Power.

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