Fonte: Dr.
Antonio Carlos Novaes
A dor (algia)
localizada na região lombar (lombalgia) é considerada, nos dias de hoje, como uma das grandes
causas de absenteísmo nas indústrias. Acredita-se que ela acometa, em algum
momento da vida, até cerca de 90% da população adulta, sendo que na
grande maioria das vezes ela incidirá mais de uma vez.
Ela
é a segunda maior causa de consultas médicas nas áreas de Reumatologia/Ortopedia/Fisioterapia, sendo que nos prontos
atendimentos só perdem em volume de atendimento para as alterações
respiratórias. Quando pensamos em um indivíduo com queixa de Lombalgia, devemos ter em mente que esta sintomatologia pode
ser originária de problemas próprios da coluna, de vícios posturais ou, ainda, decorrente de alterações em
outros órgãos.
Doenças intra-abdominais tais como apendicite, aneurismas,
doenças renais, infecções da bexiga, infecções pélvicas, distúrbios ovarianos,
tumores, processos vesiculares entre outras, podem causar dor referida na região lombar. Sem dúvida, de todas as causas de lombalgia na população
economicamente ativa, os vícios posturais respondem pela grande maioria das queixas lombares em
prontos socorros.
Processos degenerativos discais e articulares, más-formações
congênitas, hérnias discais, escorregamentos
vertebrais (Listeses), estenose de canal vertebral muitas vezes pré-existentes,
já de longa data, em determinado momento, em virtude de esforços inadequados,
vícios posturais, quedas etc., passam a desencadear sintomatologia dolorosa.
Diante
de achados clínicos importantes e persistentes cabe sempre ao especialista investigar
as possíveis causas desta sintomatologia, sendo que, a correta terapêutica a
ser instituída estará diretamente relacionada ao correto diagnóstico. Jamais devemos esquecer
que a coluna lombar poderá,
também, ser sede de dor em distúrbios de ordem emocional. Nestes casos específicos a dissociação exame clínico e
queixa apresentada será sempre evidente.
Toda
vez que estivermos diante de uma queixa de lombalgia, secundária a alguma doença
de base, a história clínica e um exame clínico minucioso podem determinar o grau de incapacidade gerado por esta doença. Hiper contratura para vertebral, desvios antálgicos, dificuldade de
flexão e lateralização, marcha antálgica, alterações de reflexos, são achados
freqüentes observados nos exames clínicos de pacientes com sintomatologia
verdadeira, como os portadores de hérnia discal aguda.

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