Fonte: DAB
O Ministério da Saúde lança em
Porto Alegre (RS), no dia 05/09/12, o Manual das Cantinas Escolares Saudáveis:
promovendo a alimentação saudável. O objetivo é incentivar as escolas
particulares a oferecer lanches menos calóricos e com maior valor nutritivo aos
alunos e assim diminuir a incidência da obesidade infantil. O manual traz
diversas orientações às instituições de ensino, como substituição de alimentos
fritos por assados e industrializados por opções mais naturais e livres de
conservantes.
A iniciativa faz parte do acordo
de cooperação técnica assinado entre o Ministério da Saúde e a Federação
Nacional das Escolas Particulares (FENEP), que tem de perto de 18 mil escolas
associadas. O evento na capital gaúcha contará com a presença de representantes
das escolas particulares vinculadas ao SINEPE-RS – Sindicato do Ensino Privado.
O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, destaca que os muitos hábitos alimentares começam a ser formados na
infância e que o ambiente escolar tem um papel fundamental neste processo.
“Oferecer um ambiente favorável às escolhas alimentares saudáveis às crianças
ajuda a prevenir a obesidade infantil”. O ministro também reforça que a iniciativa
terá impacto positivo em um futuro próximo. “Crianças com hábitos saudáveis
tendem a se tornar adultos saudáveis”, concluiu o ministro.
Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar de
2009 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso
recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.
Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso –
em 1970, este índice estava em 3,7%. Neste grupo, o índice de massa corporal
(IMC) -- razão entre o peso e o quadrado da altura deve ficar entre 13 e 17. A
manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a
prevenção de doenças na fase adulta.
Os maus hábitos alimentares dos
estudantes brasileiros também podem ser constatados nos resultados da Pesquisa
Nacional de Saúde do Escolar (PENSE/2009). A avaliação apontou que apenas um
terço dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada consome
frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Já refrigerantes e
frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.

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