Por Paula Desgualdo
É caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O
líquido que enche a bexiga é estéril - ou seja, livre de bactérias. Mas, quando
esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no
canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. "Em 85 %
dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia
coli, que integra a flora intestinal.
Existem tipos diferentes?
Sim. O mais comum é a
infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem
atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite.
Quais são os sintomas?
Quais são os sintomas?
"Os clássicos são
dor e ardor na hora de urinar. Pode haver também um aumento da frequência de
idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar
acompanhado de febre.
A doença é transmissível?
"Definitivamente,
não". Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais,
porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de
parceiro, a incidência é comprovadamente maior.
Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres?
Elas têm o canal da
uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não
devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por
mais tempo que os homens - um prato cheio para as bactérias se proliferarem.
Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência?
Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo.
Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção?
Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra.
Os homens estão livres da doença?
Não é bem assim. É
verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também
acomete a ala masculina.
Ela é mais frequente em pessoas idosas?
Sim. "A resistência
diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que
deixam a região pélvica mais sensível", diz Eduardo Zlotnik.
Existe alguma forma de prevenir?
Existe alguma forma de prevenir?
Segundo Zlotnik, a
recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito
espaçadas. "Assim você vai
limpando o trato urinário", explica. Urinar depois das relações sexuais e
evitar banhos de imersão também ajudam.

Nenhum comentário:
Postar um comentário