Muitas vezes o que achamos ser um simples sentimento positivo, uma simples paixão ou até mesmo amor, pode ser algo mais sério, porque não dizer mais perigoso, algo mais doentio, ao qual titulamos de dependência emocional, mas... o que seria isso? por que atinge tantas pessoas e a cada dia pessoas mais jovens??
O nome dependência pode remeter a álcool ou drogas, mas esses são substituídos por pessoas, como um parente, um amigo ou uma namorado. Muita gente acredita que o apego que sentem por uma determinada pessoa é amor. Entretanto o amor é algo que te faz se sentir bem, torna feliz e confiante. A dependência emocional é como um vício, mesmo sabendo que ele te prejudica você não consegue abandoná-lo.
Esta pode ser entendida como dependência afetiva em relação a uma outra pessoa. Ele necessita da aprovação, aceitação e reconhecimento do outro para lidar com as situações da vida, pois não acredita no seu próprio valor, no seu poder de tomar decisões, fazer escolhas e até mesmo na sua capacidade de conquistar alguém e, muitas vezes aceita relações destrutivas como um prêmio de recompensa.
É uma pessoa submissa e insegura, pois sua percepção de si mesma é muito frágil. Sente-se incapaz de agir adequadamente sem o auxílio de outras pessoas e por isso recorre frequentemente aos outros para ser orientada, ajudada e direcionada, sendo que tudo isto surge da necessidade de satisfazer suas necessidades internas e não pelo desejo de estar na companhia da outra pessoa.
O modo como as crianças são criadas, pode influenciar para o desenvolvimento de adultos inseguros e dependentes emocionalmente, estes geralmente foram crianças que não se sentiram amadas, queridas ou importantes, desta forma, sentem a necessidade de dependerem do amor de outra pessoa.
Saber como criar uma criança pode ser uma atividade bem complexa, mas o segredo é nem tanto e nem tão pouco, ou seja, devemos trabalhar no meio termo. Não devemos denegrir, não valorizar e querer que as crianças sejam totalmente independentes, assim como não podemos acreditar que os filhos só estarão bem protegidos e criados em baixo de nossas "asas" ou fazendo tudo que eles desejam. Pois isso pode auxiliar no desenvolvimento de adultos dependentes e que sempre precisaram de outros para ajudá- los ou se sentirem amados.
Os Cuidadores/ Genitores precisam estimular seus filhos a adquirir autonomia e auto-confiança. Demonstrando amor e confiança nas ações de nossos filhos, desenvolvemos adultos com uma boa auto-estima, seguros de si e pouco dependentes da aprovação dos outros.
Muitas vezes as pessoas justificam a entrega total ao outro dizendo: “olha como eu amo essa pessoa!!!” e não percebem o quanto as suas fragilidades estão embutidas neste pensamento. A pessoa anula-se de tal forma que perde sua identidade e exige do outro este empenho na mesma proporção. Quando não recebe esse retorno afetivo revoltam-se pela falta de gratidão e reconhecimento, chegando ao ponto de sentir uma raiva incontrolável sobre os outros e sobre si próprio.
A pessoa estrutura a sua vida em torno da vida do “outro” de tal forma que é difícil para ela imaginar sua própria existência sozinha. O dependente emocional demonstra uma forma de dependência em relação às pessoas semelhante à dependência de drogas ou álcool, sexo ou compulsão alimentar e necessita de tratamento, pois pode destruir a própria vida.
São pessoas que apresentam baixa-autoestima, se auto-depreciam frequentemente e magoam-se facilmente com as opiniões alheias, além disso, apresentam dificuldade em expressar seus sentimentos por medo de sentirem-se vulneráveis.
Quando o relacionamento amoroso do dependente emocional chega ao fim, este tem a tendência em procurar outra pessoa problemática para dar início a um novo ciclo. O problema é que muitos adultos não amadurecem e permanecem como crianças por toda a vida num relacionamento amoroso.
- Cuide da sua autoestima
- Desenvolva sua autoconfiança
- Aceite suas limitações
- Procure um (a) psicólogo (a)
Fonte: http://www.psicologosp.com
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