Fonte: USP
A cefaléia, popularmente
conhecida como dor de cabeça, não afeta apenas adultos, mas também
adolescentes. Pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
(FMRP), da Universidade de São Paulo, mostra que três quartos dos jovens com
idade média de 15 anos.
A pesquisa
envolveu 415 jovens, dos 72,8% afirmaram sofrer com dores de cabeça
regularmente. O maior número de queixas foi de mulheres, usurários de aparelhos ortodônticos e consumidores de
bebidas alcoólicas.
Fatores como
trabalho, uso de óculos, horas de sono, prática regular de exercícios, tempo
gasto por semana na frente da televisão, internet e videogame, além de notas
escolares, não apresentaram relação com as dores na cabeça.
“Registramos
que 72,82% dos participantes manifestaram ter cefaleias. O índice é maior entre
as meninas, 79%, contra 62,5% nos meninos”, diz Luiz Eduardo Vieira Grassi,
autor do estudo.
O médico
enfatiza que essa diferença é significativa, revelando que as meninas são até
2,3 vezes mais afetadas por dores na cabeça do que os meninos. “Descrições na
literatura apontam que a relação de prevalência entre meninas e meninos até os
7 anos é menor que 1 e passa para 1 entre os 7 e 11 anos e para 2,3 depois da
puberdade. Isso se deve a influência hormonal. Os jovens participantes da minha
pesquisa estavam nesse período de mudanças hormonais”, explica.

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