terça-feira, 27 de março de 2012

Vacina do HPV precisa melhorar, diz ministro da saúde



Fonte: IG São Paulo 
A vacina contra o HPV, um dos vírus líderes em infecção por sexo sem proteção e que pode evoluir para o câncer de colo de útero, já existe, mas ainda não atende às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
A avaliação é do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, para ser oferecida de graça, a imunização precisa melhorar. A primeira mudança, aponta Padilha, deve ser na cobertura: a vacina precisa proteger contra mais tipos de vírus causadores do HPV.
As vacinas existentes hoje na rede particular (disponíveis por cerca de R$ 600) protegem contra 4 subtipos do vírus, os mais incidentes na população feminina. A literatura médica, no entanto, aponta uma média de 100 tipos diferentes de HPV circulando no mundo.
“Só ampliando a proteção você evita que os sorotipos hoje não muito recorrentes aumentem a participação na contaminação”, declarou o ministro durante o anúncio da inclusão da vacina pentavalente no calendário vacinal da rede pública.
Além da cobertura mais ampla, Padilha quer que a vacina gratuita seja mais versátil. “Precisa melhorar. Hoje são necessárias três doses para a proteção integral contra o vírus e o público vacinado é adolescente (13 a 19 anos). É muito difícil você conseguir aderência na população jovem, quando é preciso comparecer três vezes (com intervalo de tempo entre as aplicações) para ficar protegido. Enfrentamos este problema com a vacina contra a hepatite B”, disse. Os índices de cobertura vacinal contra a hepatite B, segundo o divulgado, nunca superaram a marca dos 60%.
No final do ano passado, uma pesquisa norte-americana trouxe uma boa notícia. Segundo dados preliminares, pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos EUA constataram que duas doses da vacina anti-HPV já existente são tão eficazes como três doses. Ainda são necessários mais estudos, mas a redução foi comemorada pelos especialistas.

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