Por: Jon Talber / Ester de Cartago
Nosso cérebro foi
programado pela natureza para aprender qualquer coisa, assim aprender é simples
e fácil, difícil mesmo é largar o aprendizado que já não nos serve, a exemplo
dos vícios, das manias, das paranóias.
Uma criança aprende a ter medo, já que crianças não nascem com
medo. Evitar uma conhecida coisa, algo que sabidamente seja capaz de nos causar
danos físicos, é prudência, é uma estratégia de sobrevivência, é o medo
natural, saudável, o único que existe. Criar mentalmente situações que
presentemente não existam como fatos concretos diante de nós, isso é o medo
psicológico, trata-se de uma deformação na lógica do pensamento, é o medo
virtual, o medo que não existe. As bases desse medo psicológico, isso nos é
ensinado, quando nossos pais nos ameaçam, para cumprirmos nossas tarefas
infantis, ou nos comportamos em casa, não fazermos barulho, ou escovarmos os
dentes, etc.
É imaturo
de nossa parte, quando imaginamos que o tempo, resolverá por si mesmo os nossos
problemas existenciais. Basta olhar nosso passado. Basta retroceder no tempo, e
teremos como resposta um homem que ciclicamente se repete, conservando assim
seus conflitos, suas preocupações com a morte e a vida, sem conseguir se
libertar de suas angústias mais primárias, como o medo de ficar só, suas
ansiedades, e o medo de perder tudo. A raiz "Medo" continua a fazer
parte dos seus dias, desde o tempo quando ainda era um animal, menos racional
do que o é hoje em dia.
Assim, explicar aos nossos filhos, desde cedo, como
nós pais, ou adultos, criamos a maioria das causas dos seus medos, com a
intenção de controlá-los, é de vital importância, e um gesto de coragem e
honestidade. Afinal de contas, existem muitas outras formas de conseguirmos
disciplinar e colocar ordem em nossos filhos, sem o uso de tais artimanhas
perniciosas.

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