sexta-feira, 23 de março de 2012

O medo infantil



Por: Jon Talber / Ester de Cartago
Nosso cérebro foi programado pela natureza para aprender qualquer coisa, assim aprender é simples e fácil, difícil mesmo é largar o aprendizado que já não nos serve, a exemplo dos vícios, das manias, das paranóias. 
Uma criança aprende a ter medo, já que crianças não nascem com medo. Evitar uma conhecida coisa, algo que sabidamente seja capaz de nos causar danos físicos, é prudência, é uma estratégia de sobrevivência, é o medo natural, saudável, o único que existe. Criar mentalmente situações que presentemente não existam como fatos concretos diante de nós, isso é o medo psicológico, trata-se de uma deformação na lógica do pensamento, é o medo virtual, o medo que não existe. As bases desse medo psicológico, isso nos é ensinado, quando nossos pais nos ameaçam, para cumprirmos nossas tarefas infantis, ou nos comportamos em casa, não fazermos barulho, ou escovarmos os dentes, etc.
É imaturo de nossa parte, quando imaginamos que o tempo, resolverá por si mesmo os nossos problemas existenciais. Basta olhar nosso passado. Basta retroceder no tempo, e teremos como resposta um homem que ciclicamente se repete, conservando assim seus conflitos, suas preocupações com a morte e a vida, sem conseguir se libertar de suas angústias mais primárias, como o medo de ficar só, suas ansiedades, e o medo de perder tudo. A raiz "Medo" continua a fazer parte dos seus dias, desde o tempo quando ainda era um animal, menos racional do que o é hoje em dia. 
Assim, explicar aos nossos filhos, desde cedo, como nós pais, ou adultos, criamos a maioria das causas dos seus medos, com a intenção de controlá-los, é de vital importância, e um gesto de coragem e honestidade. Afinal de contas, existem muitas outras formas de conseguirmos disciplinar e colocar ordem em nossos filhos, sem o uso de tais artimanhas perniciosas. 

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